“Abrir ou não a Porta”

Esses dias dando uma olhada no blog do colega fotógrafo Vinicius Matos, deparei-me com o texto abaixo, que achei muito interessante e gostaria de compartilhar com os leitores. Tem a ver com vencer medos, se jogar em novos desafios, encarar o desconhecido… espero que gostem.

Abrir ou não a porta

Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:

- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.

Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:

- Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.

O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:

- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.

Por isso a chamo de porta do medo. O medo sempre faz algo parecer pior, maior do que é, mas se decidimos enfrenta-lo, percebemos que o medo é que faz as coisas parecerem maior do que são na realidade e que a tragédia maior é criada na nossa cabeça devido ao medo.

Ensinamento:

  • Coragem não é ausência de medo é resistência ao medo.
  • Não há problema em sentir medo, o que não podemos e deixar de agir devido a existência dele..O medo paralisa, impede-nos de fazer o que tem que ser feito.
  • Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar?
  • Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?

“Dificuldades reais podem ser resolvidas, apenas as imaginárias são insuperáveis.” (Theodore N. Vail.)

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